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Novo Ensino Médio: reformulação do segmento começará a ser implementada em 2022, de forma progressiva

O currículo do Ensino Médio brasileiro vem sendo debatido há muitos anos por especialistas e sociedade. Após diversas análises e estudos, a conclusão foi a necessidade de reformular a última etapa da Educação Básica. Sancionada em fevereiro de 2017, a Lei nº 13.415/2017 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e estabeleceu mudanças na estrutura do segmento. Com carga horária maior e diferentes possibilidades de formação, o Novo Ensino Médio começará a ser implementado nas escolas públicas e privadas do país a partir de 2022.

O novo modelo de ensino será implementado de forma progressiva: em 2022, com a 1ª série do Ensino Médio. Em 2023, com a 1ª e a 2ª séries. E, por fim, em 2024, com as três séries contempladas. Nos próximos anos, a carga horária das aulas será ampliada de 800 horas para 1000 horas anuais e contemplando, cada vez mais, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – conjunto de orientações que norteiam os currículos de referência das escolas. A BNCC abrange, de fato, competências, habilidades e aprendizagens pretendidas em cada etapa da educação básica.

O Novo Ensino Médio contempla a oferta de diferentes possibilidades de escolha aos estudantes, a partir dos itinerários formativos, com foco em diversas áreas de conhecimento e na formação técnica e profissional. “A mudança pretende atender às necessidades e às expectativas dos jovens e garantir a oferta de uma educação de qualidade para todos, considerando as novas demandas e aprofundando os conhecimentos e ajudando na inserção dos jovens no mercado de trabalho”, afirma Eli Guimarães, diretor da unidade de Águas Claras do Colégio Sigma.

Sigma está preparado para o Novo Ensino Médio 

No mês de agosto, o Colégio Sigma realizou reuniões presenciais e on-line com famílias e alunos que irão ingressar no Ensino Médio da escola em 2022 para apresentar a nova proposta de ensino. A formatação e concepção da nova grade curricular do segmento, contou com a colaboração e consultoria de uma das maiores autoridades no assunto no país, o professor doutor Eduardo Deschamps, ex-presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE). “Nós estamos muito orgulhosos do trabalho que estamos realizando na construção desse novo modelo para o Sigma. O Deschamps validou e nos parabenizou, ele tem sido de grande auxílio nesse momento", afirma Natália Rocha, Diretora Pedagógica da Regional Centro-Oeste da Saber Educação.

No Sigma, a reforma curricular se dará em duas partes. A primeira será a formação geral básica, com os componentes curriculares que serão comuns a todos os alunos. "Nós vamos manter todas as disciplinas já existentes, pois elas são fundamentais para a preparação e formação completa dos estudantes, além de ainda serem requisitadas nos exames externos de acesso às universidades", comenta Eli Carlos. 

E a segunda será a oferta dos itinerários formativos para os alunos. Ou seja, um conjunto de disciplinas, projetos, oficinas, núcleos de estudos e outros que possibilitem que os estudantes aprofundem os conhecimentos de uma área do conhecimento – Matemática e suas Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

A estrutura dos itinerários formativos se dará da seguinte forma: núcleo comum, duas disciplinas obrigatórias e comuns a todos os estudantes – independente da área escolhida; eletivas, disciplinas que os jovens poderão escolher a partir de um conjunto que escola irá ofertar; obrigatórias dos itinerários, matérias específicas, de acordo com a área escolhida; além disso, cada itinerário terá dois eixos formativos: o Sigma Acadêmico, com aprofundamento de conhecimento dentro da área que o aluno quer seguir no ensino superior e  o Sigma Saberes, projetos, oficinas, clubes e outros.

Segundo Eli Carlos, os itinerários serão semestrais. Flexibilizamos o caminho que o estudante percorrerá ao longo do Ensino Médio de modo que consigam mudar de itinerário ao final de cada semestre, se assim quiserem”, comenta. “O novo Ensino Médio irá promover um maior protagonismo do aluno. O Sigma é uma escola de escolhas, e, ao longo desse caminho, nossos alunos poderão fazer várias delas”.

Projeto de Vida

Uma das disciplinas obrigatórias para todos os alunos é o Projeto de Vida. Ela irá ajudar os estudantes na orientação e projeção da sua vida social, emocional e profissional. Segundo Paula Cavalcante, coordenadora da Convivência Ética da escola, o objetivo não é só apresentar possibilidades para os jovens, mas também realizar um trabalho robusto e responsável para que eles estejam seguros em todos os momentos de decisão. “Será um sistema de apoio. Um trabalho que será feito em conjunto com a Secretaria de Cursos, Orientação Educacional e família”, afirma Paula.

O primeiro passo já será dado ainda em 2021, com o Projeto Transição. O programa de adaptação irá apresentar para os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental - Anos Finais, as mudanças no segmento e envolve diversas etapas e atividades, que vão desde as vivências das rotinas e aulas com professores do novo segmento, até rodas de conversa com orientadores, coordenadores e direção. “Nós vamos começar a prepará-los para os próximos anos”, comenta Robson Caetano, coordenador da Secretaria de Cursos. “É preciso acompanhar a trilha desses alunos e dar a assessoria de que precisarem”, finaliza.

Eletivas on-line 

Segundo Natália Rocha, a rede Saber Educação irá oferecer para todos os alunos dez eletivas on-line com professores de todo o Brasil. Serão disciplinas ligadas às áreas do conhecimento: Matemática e suas Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. “Os estudantes terão aulas com alunos de todo o país”, finaliza. 

Sigma+Diálogos

No dia 2 de setembro, o Colégio Sigma recebeu Eduardo Deschamps, ex-presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), para participar do Sigma+Diálogos. Em um evento 100% on-line, o palestrante explicou e tirou dúvidas do público participante sobre as principais mudanças do Novo Ensino Médio. “Os objetos de conhecimento e conteúdo continuarão a ser importantes, mas eles não serão o principal ponto a ser trabalhado. O foco não será mais a 'decoreba' e memorização. A lógica é trabalhar por competências - que é a capacidade de mobilizar conhecimento, atitudes, valores e habilidades para solucionar problemas”, afirma Deschamps. “A BNCC não traz uma lista de conteúdos para o Ensino Médio, ela apresenta uma lista de competências e habilidades que devem ser desenvolvidas. Agora nós vamos ensinar o aluno a buscar informação. Esse é o ponto chave do Novo Ensino Médio”.

Deschamps também tirou dúvidas sobre como ficarão os exames externos de acesso a universidades. Segundo o ex-presidente do CNE, o Enem, por exemplo, só será adaptado em 2024, quando a primeira turma do Novo Ensino Médio estará se formando “Ele será dividido em duas etapas. Na primeira fase será medido apenas a BNCC. A tendência é que a prova seja comum a todos os alunos, com questões interdisciplinares e com foco na resolução de problemas gerais. Já a segunda fase irá medir os itinerários formativos. Serão um conjunto de provas, onde o aluno irá escolher de acordo com o curso superior que ele vai cursar”, conta. 

Para conferir a última edição do Sigma+Diálogos basta acessar o link.

Postado porFernanda Nalon

Postado em22 de setembro de 2021


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