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#SemBullyingMaisDiálogo: Colégio Sigma lança movimento para promoção de um espaço de participação coletiva de professores, alunos e gestores

A importância da educação vai além da transmissão de conhecimento teórico das disciplinas curriculares ao contribuir para a formação cidadã dos estudantes e promover a transformação do meio social para o bem comum. Ciente desta responsabilidade, o Colégio Sigma trabalha pela formação integral dos alunos, prezando não só pela excelência acadêmica, como também pela qualidade nas relações humanas. Assim, alinhados ao propósito de desenvolver indivíduos éticos, críticos, honestos, responsáveis e humanos, a instituição lança o movimento #SemBullyingMaisDiálogo com a implantação de ações preventivas e curativas para promoção de ambientes cooperativos de diálogo.

A Diretora Pedagógica do Colégio Sigma, Natália Rocha, explica que um dos principais objetivos do projeto é favorecer a construção de relações saudáveis, em que os alunos encontrem um espaço de participação democrática e possibilidades de expressão de seus sentimentos, bem como de exercitar formas assertivas de linguagem que reconheçam sentimentos, favorecendo a tomada de decisões. “Além disso, pretendemos discorrer sobre as crescentes manifestações de violência e outras formas de problemas na convivência presentes nas escolas, a fim de compreender as causas. Para que, assim, possamos refletir a respeito de formas de intervenção que permitam a  resolução de conflitos e o reconhecimento e a manifestação de sentimentos por parte dos alunos”, avalia.

Para ela, é fundamental o fomento a um ambiente cooperativo que favoreça o autoconhecimento e a construção de valores. “Todas as ações têm demonstrado um resultado efetivo na evolução de nossos alunos. Já conseguimos enxergar vozes mais potentes e reflexões elaboradas, mas entendemos que o olhar para o socioemocional é um projeto perene, contínuo, ao longo de toda a formação escolar e a vida”, defende Natália.

Espaços democráticos 

Natália pontua que uma das estratégias imprescindíveis para o movimento #SemBullyingMaisDiálogo é envolver os alunos em atividades de debate para que possam pensar em significativos valores morais, enquanto coletivo. “Nesse sentido, é preciso promover espaços onde possam participar da tomada de decisões, refletir sobre suas próprias atitudes e sobre as atitudes do grupo, além de apresentar sugestões para a melhoria da rotina da turma e da escola. Por isso, estabeleceremos um Plano de Ações Antibullying nas unidades escolar, que favoreça a participação coletiva de professores, alunos e gestores, bem como práticas de protagonismo dos alunos que lhes permitam atuar efetivamente na superação dos problemas como agentes de intervenção”, afirma.

Para tanto, a equipe pedagógica planejou diversas ações de prevenção e formação que já estão acontecendo este ano, para a construção e o desenvolvimento de um ambiente escolar saudável e harmônico, como:

  1. Aulas de Convivência Ética nos Anos Iniciais e Finais, e Ensino Médio, com o Projeto de Vida na 1ª série – Trabalhar as relações interpessoais;
  2. Ações formativas com a equipe escolar para lidar com problemas de convivência, rever regras e sanções, a forma de se comunicar entre os estudantes e demais pessoas no ambiente escolar, entre outras temáticas;
  3. Rodas de diálogo para promover a escuta e o diálogo nas turmas. Um momento organizado para que os membros da turma possam falar de tudo o que lhes pareça pertinente para melhorar a convivência e o trabalho acadêmico. Essas ações colocam em prática dois importantes papéis, fundamentais para a tomada de consciência das ações: a reconstituição das ações ocorridas num determinado período e a antecipação de novas formas de solução para os problemas;
  4. Encontros com a gestão para traçar estratégias e rever aspectos negativos e positivos;
  5. Projetos da escola em que trabalhamos diversas situações relativas a como resolver conflitos, como lidar com frustração e como desenvolver e praticar valores morais;
  6. Formação das “Equipes de Ajuda” nas quatro unidades, para trabalhar, de maneira preventiva, diversos problemas, entre eles o que se relacionam à interação entre os estudantes, observando e ajudando seus pares a se socializarem e a resolverem conflitos, além de observar possíveis casos de bullying, exclusão, assédio, abusos, automutilação e demais violências. Essas equipes são uma forma de protagonismo infanto-juvenil, ou seja, são grupos de alunos que passam por uma formação para se instrumentalizar no tratamento das questões de convivência do espaço escolar, situação que exige de seus participantes a capacidade de proporcionar escuta e ajuda a quem tem problemas. A escolha pelo formato de equipe não se deu de maneira aleatória, mas sim pautada no fato de trazer a ideia de um grupo que opera coletivamente em busca de um objetivo comum, evitando, assim, a sobrecarga de responsabilidade ao indivíduo.
  7. Construção de campanhas a serem desenvolvidas na escola e, talvez, na sociedade, pensando nos valores morais para uma sociedade mais justa, democrática, empática.
  8. Adoção do método de preocupação compartilhada para investigação e encaminhamentos em casos de bullying e outras violências no ambiente virtual.
  9. Encontros abertos à comunidade escolar, o Sigma + Diálogos, com convidados especialistas em temas sensíveis que apoiem a todos na construção de relações mais saudáveis.